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Posts com Tag ‘literatura’

….e, tenho em mim aquelas janelas que apenas despertam com vento de chuva. e que se debatem contra os limites das paredes e da forma. e que irrompem o mundo não em sua condição de madeira e vidro, mas na possibilidade de criar esses espassados sons brutos. e que nesses batimentos surdos, entre batentes e [...]

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O par de olhos estava suavizado por um gesto que combinava curiosidade e ceticismo. Tentava mantê-los levemente semicerrados, numa tentativa legítima de proteger-se contra qualquer eventual invasor.
Mas era inevitável. O corpo buscava refúgio atrás de palavras e gestos largos, mas os olhos, eles, seguiam seu próprio caminho durante toda a conversa. Estava claro: eram vidas [...]

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Lines in Potentis (clique no video acima), que conheci por meio do blog Eu não sei, Ana, é uma espécie poema-instalação escrito pelo escritor e poeta nigeriano Ben Okri com animação da agência inglesa yeastCulture. O poema foi patrocinado London Assembly/Greater London Authority building, City Hall.
A obra de Okri é classificada [...]

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saiu do carro e, num impulso que lhe parecia óbvio, não subiu as escadas que culminavam na porta de seu apartamento. Em vez disso, marchou até a calçada que lhe deu espaço para uma caminhada surda.
o corpo tomou a dianteira e, a cada passo, um naco de pensamento ficava para trás. [...]

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… eu me casei no final de uma tarde dilatada.  o chão da rua era feito de uma areia branca alvíssima, povoada por conchas ocas e barulhentas.
eu estava só, suspensa sobre os meus dois pés descalços. eles caminhavam por mim. no topo da minha cabeça, um céu escancarado de estrelas pedia passagem.
e foi um corpo [...]

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Aquele rio fujão tocou minha campainha esta manhã. Disse que estava de passagem, mas que gostaria de descansar os pés molhados antes de seguir viagem. Eu lhe ofereci um chá de alecrim e, meio sem jeito, fiz a pergunta.
Sentado na cadeira da cozinha, xícara supensa pelas duas mãos de rio, ele me olhou, olhos turvos:
- [...]

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Parténope andava cansada do mar. Numa noite iluminada pela lua crescente, decidiu deixar para trás, por uma breve temporada, suas paredes de água salgada.
Acomodou rapidamente suas coisas de Parténope em uma pequena maleta xadrez. Subiu lentamente até a superfície escura do Tirreno e, com a cabeça fora d’água, esticou seus pequenos olhos cinzas para o [...]

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Insider information: o céu de Brasília já foi mar um dia. Daí, tantas histórias…

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