… eu me casei no final de uma tarde dilatada. o chão da rua era feito de uma areia branca alvíssima, povoada por conchas ocas e barulhentas.
eu estava só, suspensa sobre os meus dois pés descalços. eles caminhavam por mim. no topo da minha cabeça, um céu escancarado de estrelas pedia passagem.
e foi um corpo [...]
Arquivo da categoria ‘Relatos’
foi quando eu me casei…
Publicado em Relatos, etiquetado casamento, conchas ocas, conto, foi quando eu me casei, literatura, livros, microcontos, poesia, Relatos em Agosto 28, 2008 | Deixar um comentário »
Retecendo o passado
Publicado em Relatos, etiquetado astronomia, contos, literatura, livros, palavra de rio, poesia, presente e passado, rio fujão, surrealismo, você pode mudar o passado em Agosto 26, 2008 | Deixar um comentário »
Aquele rio fujão tocou minha campainha esta manhã. Disse que estava de passagem, mas que gostaria de descansar os pés molhados antes de seguir viagem. Eu lhe ofereci um chá de alecrim e, meio sem jeito, fiz a pergunta.
Sentado na cadeira da cozinha, xícara supensa pelas duas mãos de rio, ele me olhou, olhos turvos:
- [...]
A viagem de Parténope
Publicado em Relatos, etiquetado asteróides, astronomia, astronomia e mitologia, lendas de pescadores, literatura, livros, mulher-peixe, Parténope, poesia, sereia, surrealismo brasileiro em Agosto 22, 2008 | 1 Comentário »
Parténope andava cansada do mar. Numa noite iluminada pela lua crescente, decidiu deixar para trás, por uma breve temporada, suas paredes de água salgada.
Acomodou rapidamente suas coisas de Parténope em uma pequena maleta xadrez. Subiu lentamente até a superfície escura do Tirreno e, com a cabeça fora d’água, esticou seus pequenos olhos cinzas para o [...]
Depois da Alma Imoral
Publicado em Relatos, etiquetado acaso, alma, Alma Imoral, aprender a viver, best-seller, Clarice Niskier, livros, Nilton Bonder, serendipity, teatro, vida, viver em Agosto 22, 2008 | Deixar um comentário »
Termino a leitura do livro A Alma Imoral, best-seller do rabino Nilton Bonder. Já se passaram alguns meses desde o meu primeiro contato com a obra, que aconteceu por meio da excelente adaptação para o teatro feita pela atriz carioca Clarice Niskier.
Com as palavras de Bonder ainda claras em minha mente, escrevo a um amigo:
Creio [...]