Da caixa de costura de minha avó saltou um longo rio barulhento em forma de serpente. Percorreu toda a sala, debatendo-se entre biscuits e móveis de jacarandá.
E tanto buscou que encontrou o vidro de uma janela distraída. Em meio aos estilhaços, disparou seu corpo esguio em direção ao sul, para onde – dizem as más línguas – rumam todos os curiosos e desobedientes.
O rio deve ter ido se perder no mar.
Foi o canto da sereia que o fez despertar…
[...] 26, 2008 de zonadesilencio Aquele rio fujão tocou minha campainha esta manhã. Disse que estava de passagem, mas que gostaria de descansar os [...]